Amar não é pecado
por MimaMagia é algo inexplicável, no sentido figurado de magnetismo, fascinação, encanto... Bom, sabia? E é pessoal, como relatar? Acabava de escrever meu artigo, que ao lerem este, terá sido o que foi publicado na semana passada e o mundo veio abaixo, transbordando esta força. Parei, pensei: Tenho que dizer, pra todo mundo ler, estou feliz e é só. Intranquila por que quero me expressar e com a maior vontade de gargalhar. Como pintar, cozinhar, amar e escrever são artes que eu adoro, aqui, sozinha diante no meu computador, só me resta escrever e as vítimas, serão vocês. Aturem minha felicidade plena, e desculpem se for pedir muito.
Coincidência ou não, hoje, no dia em que estou escrevendo, comemoramos São Cristóvão, vou marcar esta data. O gigante protetor dos motoristas, e olhe que tenho vários amigos e parentes nesta profissão, e este dia me trouxe esta energia. Quem costuma dedicar um tempo à leitura de minha coluna, sabe que os santos católicos passeiam por aqui, por isso, o texto de hoje, dedico a este, que amo de paixão e a quem de certa forma associo esta euforia. Afinal, dirigir a própria vida é preciso, de preferência, com vento fresco no rosto.
Já ouviram dizer que o amor é cego e a amizade é clarividente, pois então. Amor amigo é melhor ainda. Santos são amigos. Bom quando compartilhamos, pior guardar e ficar remoendo mesmices. Li num texto de uma amiga uma descrição da palavra amor, que vem do latim e presta-se a múltiplos significados em nossa língua e fiquei empolgada. Se falarmos que amor é afeição, estamos corretos. Compaixão, também estamos no caminho. Misericórdia, mais perto do amor dos que vivenciam as religiões. Mas se falamos em atração, paixão, querer bem, desejo, apetite, libido, satisfação, conquista, todo mundo entende. E a formação de um vínculo emocional com alguém é o conceito mais popular de amor e pode estabelecer estímulos sensoriais e psicológicos que o mantém vivo e motivam. E por aí vai, amor físico, facilmente reconhecido. Amor maternal, sem necessidade de maiores definições. Amor fraternal o que todos deveriam dedicar ao próximo. Amor a Deus, trata-se da abnegação, por exemplo, do meu homenageado de hoje. Amor à vida – aqui parei e mais uma vez pensei – preciso permitir que a vida me ame mais. Ter bom caráter e somente agir em prol dos outros pode ser um bom exemplo, mas igualmente ao amor platônico, outra forma de amor ideal, perfeito, puro, casto, pode ser voltado a qualquer ser vivo, até aos meus gatos. Mas gostar muito alheio a interesses e gozos, popularmente, só define amores impossíveis. E este, amém, não é o caso.
Tá difícil? Bebi não – rindo muito, isso sim. Se Luan Santana faz sucesso dizendo que “Amar não é pecado”, completo, plagiando, que se dane o mundo, eu só quero você. Por que como disse Clarice Lispector, gosto daquilo que me desafia. O fácil nunca me interessou, já o obviamente impossível sempre me atraiu - e muito.
Se o cara foi martirizado - católicos de plantão, nada pejorativo no “cara”, viu? Só muita intimidade com o motorista de Jesus, certo? Tornar-se santo para nós católicos, é mais ou menos isso: Amar a Deus sobre tudo, ao próximo como a si mesmo, a vida, de forma fraternal e sem cair em tentações. Fora de minhas pretensões me tornar uma santa (pela minha crença, deveria querer), a mim basta ser anjo... pior que existem os do bem e os do mal. Fico com a primeira opção. E sigo com meu aprendizado, decifrando meus próprios enigmas.
