Cadê a água? Acabou a água!
por Mima“- Não tem água?” “- Não, não senhor. Infelizmente, não temos água. No distrito de Conservatória não tem água... Durante períodos de maior movimento é comum faltar água.” “- Verdade?” “- É, infelizmente não temos água mesmo, nem uma gota.” - E aí, o que fazemos?” “- Bom, pode ficar na cidade e curtir o Carnaval Antigo, mas como antigamente mesmo: Não pode usar o banheiro, porque não temos água. Não pode tomar banho, porque não temos água. Os bares e restaurantes não vão lavar as louças, porque não temos água... E não temos mesmo!” “- Conservatória seca!” “- Você tem água? Não, água não, temos louça suja, pilhas de pratos por lavar, banheiros sujos.” “- Aqui também não tem água. Alguém sabe dizer, por que não tem água em toda cidade?” “- Não...”
Aconteceu no final de semana passado, um evento muito bem preparado pelos organizadores, o V Carnaval Antigo de Conservatória... Uma quantidade de turistas excelente veio prestigiar, pessoas alegres, fantasiadas chegando dispostas a gastar e se divertir... Mas acabou a água... Como fica? Não fica... Muitos deixaram a cidade, muito dinheiro não ficou para circular por aqui. Por quê? Porque os comerciantes do ramo de alimentação e donos de pousadas e hotéis foram responsabilizados por quem é de fora, pela falta de estrutura para receber seus clientes e hóspedes. Quando não é a linha do telefone que deixa quase todos sem sinal e com isso a possibilidade de confirmar reservas, disponibilizar vagas, fazer uso de máquinas de cartão de crédito, é a luz. Luz que falta em pleno pico de movimento para as casas noturnas, bares e restaurantes manterem bebidas na temperatura certa, a qualidade dos alimentos armazenados... Mas dessa vez. Bom dessa vez, como em muitas outras. Faltou água. Coisa mais feia, ter que proibir as pessoas de lavar as próprias mãos, antes ou depois da refeição... Banhos restritos... Só pra citar alguns inconvenientes.
A água veio em abundância, com a chuva de sábado à tarde, que deu uma baixada no movimento de pessoas passeando, consumindo, brincando... Mas quando passou a tempestade (só a da natureza, infelizmente), veio a continuação da festa, em grande estilo. Desfile de Corso, concursos, muita música e animação...
Ah! Aí a CEDAE apareceu, foi mais um atrativo, promovendo o desfile do abastecimento precário... Seu caminhão pipa alegórico nos visitou algumas vezes, nas ruas principais do centro histórico, todas enfeitadas para o evento e gentilmente nos ofertou com mangueiras sujas, estendidas por dentro dos estabelecimentos - a esperada água.
De olho no futuro, hein! “Lata d’água na cabeça, / Lá vai Maria. Lá vai Maria:Isso sim, é marchinha de carnaval.
