Em cada curva, nova emoção
por MimaUsei o exemplo de personagens de livro infantil, falei da estrada das curvas, mas os bichos (vivos e mortos) a beira dela, são reais, e quando atropelados, se tornam perdas irreparáveis para nossa fauna e podem causar acidente grave. Há relatos de pessoas que já atropelaram cavalos e vacas encontrados pelo caminho, isso é um perigo e também traz prejuízos materiais/financeiros para ambas as partes, se o condutor e eventuais passageiros derem sorte (sorte?) de somente o animal se ferir. Venho aqui deixar um alerta e se possível, um apelo para melhor atenção à sinalização da estrada que liga Conservatória a Valença. E que os proprietários de animais, moradores do entorno da via, possam compreender, que após pavimentação, não é possível permitir seus animais pastando soltos nos acostamentos e meio da pista. Se for ouvida, palmas para os responsáveis, se não for, vaias para eles. Porque estou ligada e temerosa por dois pontos específicos (Kms 3 e 13), locais onde eu mesma já deparei-me, não uma, mas várias vezes, de dia, de noite e no meio da madrugada, com gado, após curva, simplesmente deitado sobre o asfalto, entre outros perigos, com rebanho inteiro pastando tranquilamente e a gente segue lentamente a manada... atitude que conotativamente, não aceitamos! Portanto, precisamos de mais sinalização e educação nos locais. Tem uma escola, bem no meio desta bagunça: Escola Municipal José Alves da Motta, que para quem conhece o caminho sabe, fica próxima a uma sucessão de eucaliptos, entre duas pontes, local onde se formam facilmente bolsões d’água à menor chuva. Ali passeiam ora bezerrinhos, ora “mamães e papais” bem grandinhos... O chamado Rancho Novo, que sei tem uma associação de moradores tão atuante, espero poder estar contribuindo com eles.
São emoções sim, a cada curva, desejo que sempre boas, pela beleza inigualável da nossa paisagem regional. E onde estão as placas de atrativo turístico? Tantas fazendas históricas, cachoeiras maravilhosas e até caberia o alerta, para patrimônio natural. Além de nomear o espaço e engrandecer o que temos de tão belo, para os que chegam. Sem, porém, promover poluição visual, cada coisa em seu devido lugar. Seria tão caro este tipo de placas?
Placas de regulamentação, advertência, indicação e educativas tem sim, muitas para curvas acentuadas, em “S”, a direita e esquerda, de pista sinuosa, aclives e declives, embora ache que faltem algumas, mas não sou “expert”, nem engenheira, falo como condutora de veículo e preocupada com direção defensiva (pros que falam que mulher ao volante, generalizando, é um perigo constante, venho aqui colocar por terra esta máxima).
Sinto a ausência de se indicar, que sob chuva, existe o perigo eminente de queda de barrancos (ficaram muito íngremes os cortes dos morros e estão relativamente recentes, com pouca vegetação, etc), portanto, onde estão as placas de área com desmoronamento? Temos tantas árvores penduradas, pedras e terra, ali prontas pra descer. Infelizmente, só não vê quem não quer. Tem as placas de advertência sobre animais (para nos alertar sobre os problemáticos bois), mas estas placas são para sinalizar que existe passagem destes animais, trocando de pasto, o que deveria ser feito, sempre acompanhado, o que não ocorre, como já disse. A bicharada foge e pronto, ninguém se dá conta, passeiam e deitam onde bem entendem. Não tem placas de animais selvagens (porque não tem placa de sinalização de animais silvestres, certo? Ou entende-se como a mesma coisa, mesmo não sendo, deixa pra lá!). Temos quatis, cobras, lagartos, coelhos, preás, gambás, entre outros animais, que não são selvagens, porém silvestres que atravessam a pista correndo risco de morte. Também os tucanos e outras aves que sobrevoam nossos automóveis. Uma pena quando encontro algum agonizando ou morto. E é lindo o desfile das borboletas... o passeio dos exóticos cachorros e gatos. Exóticos sim, por serem estranhos ao nosso habitat natural, foram introduzidos no Brasil após descobrimento e fazem parte dos nossos dóceis animais domésticos... mas, ficam ali, soltos a beira da estrada, a mercê da própria sorte.
É hora de terminar, (risos), com comoção... artista “viaja”...
