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Inverno, a melhor estação!

por Mima
E o que faz de frio... Que inverno delicioso!
Tem dias que nossos termômetros marcam entre seis e oito graus no meio da madrugada. E detalhe, hora em que Conservatória fervilha de visitantes pelas ruas, alguns entre o hotel e um restaurante ou a grande maioria espalhados pelas muitas lojinhas de artesanato e presentes e sem dúvida, todos se encontram para acompanhar a serenata, nosso marco. É um clima tão atípico para os turistas, especialmente os que chegam da cidade do Rio de Janeiro não acostumados a tão baixas temperaturas. Aí, é a vez do comerciante faturar, com a venda especialmente de cachecóis, gorros e chapéus, uma moda comum nesta época do ano, mas que  sempre encontra coleções novas e que exportamos além Cidade da Seresta para os que chegam desprevenidos.
São tão lindos os coloridos que fazem parte das portas das lojas e podem ser vistos pelas janelas, daquelas que funcionam em cômodos de casarões coloniais. Bom gosto, variedade, preços especiais para visitantes – leia-se, a nível de grandes centros e cidades turísticas. Acho o máximo ouvir os comentários eufóricos dos que chegam pela primeira vez, relatando que viram isso ou aquilo pelo caminho, querendo tirar toda informação possível dos arredores, da nossa história. Fico sempre matutando o quanto mais se pode fazer por Conservatória, que esteja além do nosso próprio umbigo... Quanta responsabilidade temos.
Magnífico ver as ruas lotadas, com pessoas elegantemente vestidas, aconchegadas em seus sobretudo, casacos de lã ou couro e mesmo encolhidas, buscando uma sopa quente ou taça de vinho, e simplesmente, feliz. Este é o forte do nosso distrito, receber bem sempre, em especial, no inverno. E seus eventos desta estação, fazem a diferença para segurar tais visitantes. Por aqui, tem que ter agito! Muita música e possibilidade de dança e diversão. São em maioria pessoas da melhor idade, mas animadíssimos, uma mistura de raças e culturas.
Se provar uma sopa na noite é bom, imagine várias. Alguns restaurantes oferecem uma infinidade delas, pra todos os gostos. Uma boa comidinha mineira pro almoço pode ser melhor ainda, passando pelas casas especializadas em bacalhau (essa disputa sempre há de ter... todo mundo é especialista, e toda casa vende pratos parecidos, engraçado!). E os doces, mãe do céu! Sabe gosto de coisa feita por avó? São assim. Haja glicose pra se controlar, porque doçura não falta. Tudo é caprichado e servido em porções exageradas, essa é a informação que me chega, sem exceção, por quem frequenta qualquer estabelecimento. E por falar em doces, vou ser obrigada a fazer uma confissão, e dupla, em meu nome e do meu marido. O que é o sonho da padaria do Luisinho, a Lua Branca? Sem maiores comentários, sabe aquela fumacinha de desenho animado, que leva o personagem flutuando até o local exato de onde o cheiro exala? Pois assim é o chamado do cheirinho gostoso do pão dali e como a vitrine não se resume em pães maravilhosos, lá vem tentação comprada, por opção, cremosa e açucarada. Sou freguesa e controlo o apetite voraz de alguém que bem conheço, se não, complica! Coisa boa é pra ser dita.
Com o clima sensacional do lugar e sob estas temperaturas, dá uma fome, ninguém merece!