Meio ano que se foi
por MimaNesta metade de ano, passamos por alguns eventos, tão esperados durante a baixa temporada, entre eles, Fevereiro iniciou com a batalha de confetes, que veio colocar esperança na chegada dos turistas. Ficamos a espera de que o mês de Março, que estava próximo e com ele o sonhado carnaval, viesse pra balançar geral. Pousadas e hotéis lotados e este passou embaixo de forte chuva, molhando e escorrendo as expectativas de um primeiro sucesso financeiro, para o restante do comércio. E o mês das águas, só tinha mesmo este “evento” programado.
Vivemos de esperar por eventos, sonhar e ter alegrias ou lamentar, se o evento for estrondoso, ou não. Abril, Café, Cachaça & Chorinho, dois finais de semana com programação variada... Polêmico, sempre tem quem queira reclamar, quem queira protestar... Mas enfim, passou e passaram o Enduro de Motos num mesmo domingo, que também teve na véspera a Ix Noite da Valsa, com pontos muito positivos, pela riqueza do clima que compõe o evento, a luz e som que embelezam mais Conservatória. E os comerciantes, lojistas, donos de hotéis e pousadas continuavam reclamando. E neste mês, ainda tivemos o feriado de Tiradentes e Semana Santa!
E em Maio teve festa pra todos os gostos. “Xiii Festival de Seresta Sílvio Caldas”, que todos os anos elege o melhor intérprete de canções do artista. Evento dividido com Ipiabas, um final de semana é deles, outro nosso. Teve também “X Noite da Bossa Nova” - com shows na Praça da Matriz, como a maioria dos eventos ainda é realizado, aberto ao público e na praça. Este evento contou com a participação de grupos da região e vários artistas. “Dia do Seresteiro” - Tradicional festa dos seresteiros locais, havia motivo especial, comemoração de 134 anos de seresta e serenata no Distrito... mesmo assim, os eventos não convenceram por completo e o semestre beirava o fim.
Chegou Junho, o frio apertou, Santo Antônio pulou na frente comandando os eventos, a 161ª Festa do Padroeiro era a grande esperança e foi muito bem comemorada. Turistas? Nem tantos, por que raios estas figuras tão amadas entre nós, cada vez teimam em vir menos pro nosso canto? Seria nossa própria culpa? Há agora entre nossos restaurantes a temporada dos caldos e sopas, alguns saborosos, quentes e revigorantes, outros nem tanto, beirado a serem magros ou sem graça, como a economia, vacilante e empobrecente. A festa Católica do CORPUS CHRISTI fechou a parte religiosa do mês e do semestre, com piedosa procissão, tão linda, mas senti falta dos tapetes. Vi turistas fiéis, ajoelhados em nossas ruas de pedra, o comércio baixar as portas e apagar as luzes... Jesus passava, no símbolo da hóstia e o povo com velas acesas acompanhava em oração. Essas manifestações em Conservatória, queiram ou não, tem maior impacto, por que o interior é mais interior, quando se está cercado de pessoas de fora, que se admiram e emocionam, por viverem uma “novidade”, o que para nós se repete rigorosamente pela liturgia católica, ano a ano da mesma forma, ali se faz maior, pelos olhos surpresos que vislumbram tamanha novidade. Que acontece em todas as partes do Brasil, mas a intensidade parece maior. Um evento esotérico ainda fez parte do calendário deste período, o “V Encontro Holístico” – Que comemora o Dia Mundial da Renovação Espiritual. Conferências e oficinas, fizeram parte das atividades.
E estas recordações do movimento efervescente, as vezes nem tanto, de Conservatória, se limitam a programação oficial, porque Wolnei Porto, o curador dos museus: Museu Vicente Celestino e Gilda Abreu e Museu Silvio Caldas, Gilberto Alves, Guilherme de Brito e Nelson Gonçalves tem feito A Calçada da Arte, um calendário paralelo, trazendo eventos muito bons e que celebram a beleza do lugar. Vimos apresentações de orquestras de violões e violas, por duas vezes. Desfiles de modas, lançamento de Cd, cafés da manhã memoráveis, entre tantas excelentes idéias.
Gente, vale a pena conferir Conservatória, o ano inteiro fazendo sucesso. Aguardemos o novo semestre.
