O Ó do Borogodó
por MimaProblemas de dicção podem ser sintomas de doenças e complicações para tratamento com fonoaudiólogos, mas erros grosseiros de português falado, doem ao ouvido e muitas vezes nos colocam em saia justa. Diante de um plenário, por exemplo, só por exemplo... O “pobrema”já explicitado hoje, é o caos. Ouvir uma autoridade repetir erroneamente, insistentemente, dá vontade de deixar o recinto e nem sempre podemos. Que ninguém é melhor que ninguém, aprendemos desde pequenos, mas também o deveríamos “ o bom” português, nas escolas, no mesmo período. Muitos que talvez nem tenham frequentado os bancos escolares por tantos anos, aprenderam de ouvido, como os músicos. Boas conversas podem ser ensinamento, boa vontade para aprender, também. Se o linguista e professor universitário Luiz Tatit escreveu que: “Um homem de letras / Dizendo ideias / Sempre se inflama”, imaginem um homem sem letras, tentando o mesmo, pode se queimar.
E posso aqui ir enriquecendo meu texto com frases populares: “Os ignorantes, que acham que sabem tudo, privam-se de um dos maiores prazeres da vida: aprender”. Olhe aí, estão falando comigo também! Pois, “Uma grama de exemplos vale mais que uma tonelada de conselhos”. “Muitas vezes se diz melhor calando do que falando em demasia’. E aí os provérbios orientais ou chineses nos brindam com ensinamento: “Os sábios não dizem o que sabem, os tolos não sabem o que dizem”.
Conservatória, local de pensamento fértil, de poesia no ar, de tranquilidade no coração, mas que pode ser poluído, como qualquer lugar do mundo, onde exista esse tal ser humano, dono das verdades mais absolutas, por... preciso de Ctrl-Z... kkkkkkkkkkkk E esta é a linguagem que nossas crianças e adolescentes aprendem e nós precisamos nos acostumar. Como então saber falar? A tecla Ctrl (control ou controle) significa atalho de comandos para teclado de computador, em conjunto com o “Z” = voltar, apagar e o “k”, em meu texto seguidas vezes repetido, risada. “A palavra é prata, o silêncio é ouro”. Às vezes mais vale apagar, ou não escrever.
Me sentindo quase supérflua, como uma trema, neste papo furado aqui, queria apenas alertar, que as vezes se ouve tanta abobrinha e alguns termos precisam fazer parte do nosso dia a dia, se não acabamos por elitizar demais as conversas e sermos como distraídos seresteiros, que cantam sempre as mesmas canções, voltados para as mesmas portas de casarões ou comércios fechados e vazios, sem perceber, que às suas costas, tem gente viva, acordada até altas horas, prestigiando, os aplaudindo; ou aos autores das poesias cantadas, como preferem.
Modernizar não é empobrecer, é crescer. Ser tradicional é muito bom, é preciso. Criticados sempre ao longo da história, tanto uns, quanto outros. Que tal uma misturadinha? “É muito fácil ser pedra, o difícil é ser vidraça”.
