PUBLICIDADE Assine Anuncie_edital

Sentimento bom

por Mima
Não sei se pela agradável influência de uma semana de orações em Conservatória, mas sinto um clima sereno, de muita paz. Uma espécie de mantra me envolve, como a definição exata da palavra, numa fórmula encantatória que tem o poder de materializar a divindade invocada. É o padroeiro, tão bem festejado intercedendo por nós!  Merecemos! Pode se misturar crenças, oriental com ocidental, mas tudo leva ao Pai, cremos.
Cansaço é presença constante na vida de todo trabalhador, não é mesmo? E é isto que dignifica o ser humano. Mas como “a alma não teria arco-íris, se os olhos não tivessem lágrimas”, como disse John Vance Cheney, estou aqui, respirando fundo e encontrando fôlego para também escrever, com a vontade de sempre e o máximo de clareza possível, apesar de minha correria. Vou viajar e quero deixar prontinho meu dever de casa. A tecnologia nem sempre me acompanha. Sem notebook e celular altamente equipado, fico mesmo, sem acesso a internet, só comparecendo às sacrificantes lan houses, constantemente repletas de bons meninos, com animados jogos barulhentos.
Faço estes dias, distante de minha terrinha encantada, mais um curso de extensão, especialmente voltado a implantação de projetos culturais nas leis de incentivo (estadual e federal), por que por Conservatória quero me aprofundar cada vez mais nas técnicas dos meus estudos, sobre gerenciamento de projetos. Amo o que faço e “essencializar” me fascina.
Nossa, faz tempo que esta palavra me persegue. “Essencialização’, li isto num artigo religioso, acho que um ano atrás e o verbo, que não existe em dicionário, escrito pelo Papa Bento XVI, também em referência a expressão dita por outra pessoa anteriormente a ele, se tornou “minha palavra”, incomodando meu ser... Dizia que faltando o gosto pela leitura, pela apreciação de bons livros, o conhecimento de filósofos, teólogos e estudiosos da Igreja (por que era da Igreja que ele falava, eu falo de cultura, de modo geral), a pessoa cai na mesmice. Só posso concordar. Não há profundidade no que se diz, tudo é efêmero, passando despercebido, ouve-se e como se diz popularmente, entra por um ouvido, sai no outro. Sem chegar a questão, repete-se as mesmas frases, ações, expressões, gestos e ainda segundo o Papa, faltou a estas pessoas a graça do estudo, que para os religiosos, tanto quanto a oração é uma virtude que se cultiva.
Lá vou eu pensando em Santo Antônio de novo... Santo doutor da Igreja, um grande estudioso, deve ser isso, está aí me perseguindo a estudar... risos
Engraçado que Bento XVI disse naquela ocasião, que muitos sacerdotes e fieis pararam na contemplação da oração com os olhos fechados, esquecendo dos estudos mais profundos, os mantendo na superficialidade. Deveriam sim, abrir os olhos! Olhos fechados é coisa que realmente é característica principal, de quem “embrulha e manda”... e no caso específico do nosso distrito, em vias de grandes transformações, será preciso nova gama de conhecimento e pensadores. Profissionalismo, especialização, pois o que se pensava ser pioneirismo já não basta, para sabermos desfrutar do que nos será entregue e sabermos administrar com plena capacidade de gerir bons frutos, só fazendo muito bem feito. E longe de mim me imaginar neste patamar. Fazer por fazer, terá que acabar!