Sentimento bom
por MimaCansaço é presença constante na vida de todo trabalhador, não é mesmo? E é isto que dignifica o ser humano. Mas como “a alma não teria arco-íris, se os olhos não tivessem lágrimas”, como disse John Vance Cheney, estou aqui, respirando fundo e encontrando fôlego para também escrever, com a vontade de sempre e o máximo de clareza possível, apesar de minha correria. Vou viajar e quero deixar prontinho meu dever de casa. A tecnologia nem sempre me acompanha. Sem notebook e celular altamente equipado, fico mesmo, sem acesso a internet, só comparecendo às sacrificantes lan houses, constantemente repletas de bons meninos, com animados jogos barulhentos.
Faço estes dias, distante de minha terrinha encantada, mais um curso de extensão, especialmente voltado a implantação de projetos culturais nas leis de incentivo (estadual e federal), por que por Conservatória quero me aprofundar cada vez mais nas técnicas dos meus estudos, sobre gerenciamento de projetos. Amo o que faço e “essencializar” me fascina.
Nossa, faz tempo que esta palavra me persegue. “Essencialização’, li isto num artigo religioso, acho que um ano atrás e o verbo, que não existe em dicionário, escrito pelo Papa Bento XVI, também em referência a expressão dita por outra pessoa anteriormente a ele, se tornou “minha palavra”, incomodando meu ser... Dizia que faltando o gosto pela leitura, pela apreciação de bons livros, o conhecimento de filósofos, teólogos e estudiosos da Igreja (por que era da Igreja que ele falava, eu falo de cultura, de modo geral), a pessoa cai na mesmice. Só posso concordar. Não há profundidade no que se diz, tudo é efêmero, passando despercebido, ouve-se e como se diz popularmente, entra por um ouvido, sai no outro. Sem chegar a questão, repete-se as mesmas frases, ações, expressões, gestos e ainda segundo o Papa, faltou a estas pessoas a graça do estudo, que para os religiosos, tanto quanto a oração é uma virtude que se cultiva.
Lá vou eu pensando em Santo Antônio de novo... Santo doutor da Igreja, um grande estudioso, deve ser isso, está aí me perseguindo a estudar... risos
Engraçado que Bento XVI disse naquela ocasião, que muitos sacerdotes e fieis pararam na contemplação da oração com os olhos fechados, esquecendo dos estudos mais profundos, os mantendo na superficialidade. Deveriam sim, abrir os olhos! Olhos fechados é coisa que realmente é característica principal, de quem “embrulha e manda”... e no caso específico do nosso distrito, em vias de grandes transformações, será preciso nova gama de conhecimento e pensadores. Profissionalismo, especialização, pois o que se pensava ser pioneirismo já não basta, para sabermos desfrutar do que nos será entregue e sabermos administrar com plena capacidade de gerir bons frutos, só fazendo muito bem feito. E longe de mim me imaginar neste patamar. Fazer por fazer, terá que acabar!
