Serestando
por MimaFalo de Joubert de Freitas, o professor de matemática conhecido como grande menestrel. Título pra lá de merecido, uma vez que se dedica a musicalidade no distrito, desde 1938, quando chegou com a família. Filho de funcionário da Rede Ferroviária, tomou conhecimento do ritmo da seresta, já desde menino, através de seu pai. E ao se mudar para a localidade, não tardou em se unir aos seresteiros locais, que naquela época, já caminhavam, tocando e cantando nas madrugadas, pelas ruas tranquilas. Sua contribuição para que o lugar tenha preservado seu maior charme, a seresta e as serenatas, é incontestável.
“Eu não sou saudosista. Não fico lamentando: “ah, o meu tempo”. Meu tempo é hoje. Não fico na calçada vendo o desfile passar. Eu vou junto”. Com esta frase de Mário Lago, defino, em parte o que conheço e passei a entender deste ilustre personagem. O homem não para! Nunca parou, em todos estes anos. Tradicionalista, com a visão no futuro, par perfeito.
Conservatória se escreve com c de carinho, c de coração, c de canção... Tem s de seresta, tem a de amor... O que seria, se não fosse a garra e dedicação deste homem, honrado pelas qualidades imensas, líder nato, carismático, possuidor de “seguidores”, que orgulhosos vão atrás de seus passos, fortalecendo a tradição do lugar, mantendo unidos os seresteiros e sempre conquistando novos talentos, para integrar o grupo.
Faz aniversário, exatamente hoje, no dia oito de setembro e desde sábado passado, recebe os abraços e aplausos de todos, em momentos festivos diante da Locomotiva 206, que foram bastante emocionantes.
Sua dedicação, por tantos anos, às noites das serestas pelas ruas musicais, fez crescer a fama do pedacinho do céu, um dos muitos apelidos de Conservatória.
“Serestando” - vem de aniversariando - entre amigos, tudo o que este senhor mais deseja, e nós, mais ainda.
Parabéns! “Dá-me o luar de tua compaixão / Ó, vem, por Deus, iluminar meu coração” – Lua Branca (Chiquinha Gonzaga).
