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Simplicidade

por Mima
Demais, também não! Simplicidade excessiva pode ser sinônimo de várias coisas. Ingenuidade ou ao contrário? Forma simples e natural de realizar algo?  Não modificar, também pode ser simples.
Quanta singeleza... Aproveito e falo da obra da nossa praça diante da linda Matriz. Espero que não seja a primeira das prometidas para a grande virada, porque ficou fraca, para usar linguagem popular. Esperava mais. Nenhum material novo foi agregado, ao menos por hora e ainda há tempo. Nem de revestimento, nem para embelezamento. Tudo igual. Cimento e mais nada. Plantinhas... que são só plantinhas, sem paisagismo. Calçadas mais largas em um metro, ou mais, ou menos, ao redor da praça? Nada de novo. Nada mesmo!
Será que passearemos sobre uma calçada em pastilhas composta em detalhes por notas musicais e claves de sol? Tomara que eu esteja só precipitada em reclamar. E que esta ideia já tenha sido pensada para o lugar ou outra de maior riqueza.
Turistas viajam, por exemplo, em busca de relógios de flores, termômetros e estão acostumados a encontrar coretos e chafarizes – bom, o nosso foi perdido para os mosquitos da dengue, enquanto tantos sobrevivem mundo afora. Espaço para informações turísticas - e o nosso foi expulso recentemente da “Rua da Seresta”. Difícil. Esperamos por bancos confortáveis, mesas com bancos individuais para jogos e pequenos lanches. Brinquedos decentes para as crianças, monumentos valorosos e especialmente iluminação para ser atrativo à noite. Há melhor ponto de encontro do que numa praça, viva, pelo grito e brincadeira de crianças, sorriso de quem posa para fotos e reuniões para jogar conversa fora? Quiosques decentes e licenciados poderiam caber por ali... Lixeiras também. A população local merece um espaço para divertimento e para se orgulhar. Quem sabe alguns aparelhos simples de ginástica que pudessem ajudar tantos aos jovens como os da melhor idade, tendência que vem se multiplicando em vários municípios? Um amigo morador, danado de questionador me perguntou: “- Vai servir pra quê essa reforma?” E essa figura vai merecer um dia de texto específico sobre sua vida dedicada a Conservatória, com momentos tortos - como ele diz - e a meu ver, muita colaboração no passado e ainda está por vir, grande parte dela, sonora e útil, em breve, brevíssimo!
Queria ver formas de violões nos jardins... Volta aqui minha indignação, por que não podemos colaborar com ideias para os projetos - serão mesmo todos importados como comentou meu editor em Parangolés, da semana que passou? Provavelmente. Uma lástima.
Santa Clara, Clarinha, Plantinha amada de São Francisco de Assis, como era apelidada, teu dia é hoje, 11 de Agosto, popularmente de forma maldosa chamado de mês do desgosto... Com tua simplicidade de vida, clareia nossa visão para que possamos enxergar o que devemos. Tudo pode ser diferente, basta vontade. Não sou adepta a pedidos políticos, nem malhação e lamento às vezes não guardar as promessas para cobrar depois, mas me lembro que durante a campanha do nosso atual prefeito, ser dito como um homem arrojado, de ideias voltadas ao futuro promissor. Espaços públicos bem cuidados, marco de uma cidade com pretensões turísticas, é o mínimo. E identidade visual para Conservatória pode ir muito além de uma árvore genealógica de gosto duvidoso e meia dúzia de monumentos esquisitos.