Variedade musical
por MimaNo final de semana passado houve o V Festival Cine Música, “único festival no Brasil dedicado ao universo do som no cinema, com premiação exclusiva para a área técnica sonora”. Pois é... Esperamos tanto, uma programação tão intensa, um evento tão bem organizado, que destaca a música em filmes nacionais e este ano teve a música sertaneja como tema. Superprodução de instalações, telas com exibições gratuitas, transformação geral do Centro Histórico de Conservatória em seus dois pontos extremos, o entroncamento das Ruas Dr. Luis Almeida Pinto e Oswaldo Fonseca... de frente ao clube e a praça... e Praça da Matriz, no lado oposto. E tudo muito bem iluminado, trânsito desviado, bem controlado, sentenciando sucesso total, como nos anos anteriores. Mas e o povo, que este ano não chegou em massa? Lamentável, talvez pelo feriado de 7 de setembro não ter sido “enforcado” em diversos lugares (um pouco absurdo mesmo, caiu numa quarta-feira, ponto facultativo que até aconteceu aqui na nossa cidade). Ou pela troca de data, ele havia sido programado para outubro a princípio e ainda consta da programação da maioria de sites de hotéis e pousadas, com certeza gerando transtornos para os que já haviam iniciado reservas para estas datas.
Mas aconteceu, batemos palmas e que ano que vem venha de novo, com o peso que tem para o lugar, com uma pitadinha a mais de atenção para a divulgação e sem coincidir, competindo com eventos regionais, como a Exposição de Rio das Flores, por exemplo. Excelente padrão, grande nível, mas o comerciante local ficou na saudade, seja porque motivo tenha sido, pois depende exclusivamente da chegada dos turistas para os principais eventos.
Vem chegando no próximo final de semana, dias 16 e 17, a XIII Noite do Chorinho, como é chamado popularmente o gênero musical choro, delicioso ritmo instrumental, legitimamente brasileiro. Que venham os chorões! Músicos, instrumentistas e compositores, os esperamos com muita alegria, como, aliás, é o seu som, alegre, agitado, difícil de ser executado, requer muita habilidade técnica e versatilidade para improvisos. Som de flautas, bandolins, violões normais, de sete cordas, cavaquinhos... e pandeiros estarão inundando nossas ruas de magia. Que se profetize a sorte do número treze, de treze encontros do gênero, para quem crê. Que este evento, sem pretensão de concorrência com nossa tradicionalíssima e honrada seresta, ganhe mais destaque nas noites de Conservatória, cada qual com seu espaço e tempo de exibição e participação feliz de todos. Ficamos já sonhando em ouvir composições de Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha, Ernesto Nazareth, Jacob do Bandolim, Valdir Azevedo, entre outros.
“Ela valsando só na madrugada/se julgando amada ao som de bandolins” (Oswaldo Montenegro-1979). Bom demais!
